“vida louca, vida.. vida breve, já que eu não posso te levar, quero que você me leve..” Cazuza
Para mim, um dos trechos de música mais bonitos, quando o ouço sempre me vem a sensação de que a vida é muito leve, rápida, possuída de esperança, felicidade, o que consequentemente me faz sentir uma vontade de viver, viver e viver...
É o mesmo sentimento que chega ao meu coração, mudando qualquer que seja o estado de espírito que me encontro no momento em que escuto o trecho da música do Lulu Santos: “eu quero crer no amor numa boa, que isso valha para qualquer pessoa.. hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir, não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há para viver, vamos nos permitir..” .
Permitir, é o que, de fato, precisamos, ou melhor, devemos: obter a permissão, de nós mesmos, pois a vida já nos concedeu naturalmente e livremente, de viver nossos sonhos, e antes de tudo, de sonhar, querer, desejar, realizar, ter a garra: para ir atrás do que nos torna felizes e completos.
A sociedade atual é marcada pela padronização, somos, o tempo todo, emoldurados num único perfil, considerado o mais sensato, todavia, como disse meu prof. de ética (Rudhra, o nome mais esquisito que já ouvi): “os conceitos são em si arbitrários, quem criou as definições? A classe burguesa, as elites dotadas de conhecimento, ora os filósofos gregos, ora a Igreja?”. Logo, quem definiu sensatez?
Hoje, opto pela insensatez (a minha, somente minha, única.), pela tentativa louca de encontrar um equilíbrio entre as responsabilidades que desejei para minha vida e as loucuras que anseio, as quais me deixam viva, com um coração vivo, como em Comer, Rezar e Amar: quero usufruir dos prazeres da terra, do mundo, e viver a espiritualidade, encontrar o Deus que há em mim, nas pessoas e ao meu redor, como farei isso ainda não sei, a cada dia formulo uma estratégia.
O objetivo-alvo de cada dia é simples: realizar (-me).
Há quanto tempo sobrevivi enquadrada, emparedada nas regras de uma sociedade, que me arrancava a fé no dia de hoje e no de amanhã, com sede, e sem saber o que me saciaria, sentia falta da esperança, da confiança no fato de eu poder, a qualquer dia, qualquer hora, quando eu quiser, sem mais nem menos, decidir minha vida, decidir qual roupa usar, que sentimento carregar no coração, qual pensamento ter na mente, em quais ideais acreditar, por quais razões viver, a maneira de agir diante as circunstancias que me são dadas ao longo do meu cotidiano.
Hoje, portanto, desejo o descontrole (não total, porém, já consigo aceitar o quase-total, uma espécie de parcial-largo), a vida jamais me concederá controle algum sobre as coisas que acontecem ao meu redor, a vida em si mesma é uma dádiva, e ela em alguns momentos me traz muitos presentes, em outros exige de mim que lhe dê algo: esforço, determinação, esquecimento, amadurecimento, enfim, a cada dia uma exigência nova, assim como: um novo presente, um novo começo.
Tendo em vista tudo que fora dito, atualmente, rezo pela esperança, fé, alegria de viver a cada recomeço, ou seja, a cada novo dia, mas é claro que antes do amém: peço um pouco de sorte, no jogo (da vida) e no amor.
[ http://www.youtube.com/watch?v=f3Yp_gdAHHE]

Nenhum comentário:
Postar um comentário