Amanda Fontenelli

"Eis-me aqui, ora pela metade ou em descoberta, uma tentativa, simples assim.. "




terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ah, eu quero!

- Cara, hoje eu acordei com uma vontade louca de viver, sabe?Com vontade de pular carnaval, mas sem máscaras, sendo eu mesma, e vivendo momentos de euforia, estou com vontade de escutar jazz num pub qualquer, beber um cuba libre, fechar os olhos e deixar o ritmo me levar, minha vontade é: ir para o clube e mergulhar numa piscina bem gelada, para me sentir viva, sentir meu corpo antes aquecido pelo sol gelar de uma vez.. Quero ir para a ponte Jk no meio da madrugada e comer cachorro-quente, encher a pessoa que estiver ao meu lado de perguntas, sobre sua vida, seus segredos e seus medos. Quero um romance de livro, de filme, uma coisa espontânea e livre, louca e intensa, desejo sentir o beijo, o cheiro, o abraço, o corpo, experimentar um momento de paixão, no qual o tempo e espaço não existem, só ali, aquele segundo. Quero viajar de carro, estar com meus amigos queridos, sentir o vento invadir meus cabelos, escutar um reggae e me sentir completa pelo simples fato de estar feliz, quero viver longe da cautela, da análise de cada passo a ser dado, quero sair à noite, andar pelo eixão, quero explorar os sentidos, arranjar tempo para viver, quero surpresas, quero saudade, carinho, amizade, quero Você, isso basta.
Amanda Fontenelli

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

C:\Users\Amanda Fontenelli\Music\Cute Girls\Mark Ronson & Amy Winehouse - Valerie.mp3

A vida está sendo fantástica comigo, muito espontânea e cheia de presentes:
um beijo doce e cheio de carinho para: João Paulo e Anne Carol (minha nova "palhaçinha"), principalmente porque não "estouramos, arrebentamos"; um abraço cheio de identificações para Bárbara, obrigada pelas conversas; um aperto de mão para o Dr. Raimundo, estou mto grata por me apresentar a "constelação familiar", um sorriso gigantesco para Camila e dona Leni, que tornam o ambiente de trabalho alegre e cheio de risadas, dedico minha saudade ao Iuri, sempre lembro de nossos momentos pela UnB, no CA e no PDS, muito bom te ver na parada: "diga não a homofobia, defenda a cidadania", minhas cantorias no banheiro e pelo trânsito à Amy Winehouse, cujas músicas traduzem em ritmo muitos dos meus sentimentos, minha benção (se é que posso dá-la) à minha comunidade, pelas celebrações e pela eucaristia, as quais são para mim momentos de alegria e festa, não posso esquecer também a minha faculdade que preenche meu tempo, me desperta desejo de conhecimento, de crescer intelectualmente e como pessoa, apesar de me tornar uma pessoa cansada e resmungona, muito menos "olvidar" meu espanhol e a todos meus companheiros, que por 4horas me fazem esquecer de todos problemas e querer viajar pelo mundo, e claro, minhas aulas de inglês, a qual permite mil discussões sobre o mundo masculino x mundo feminino, acolho com mta felicidade o papel da Blue Space na minha vida, pois me permite dançar como uma louca (algo bem semelhante ao que fazia aos 13 anos na frente do espelho sozinha), todo meu amor ao Felipe, que fez parte da minha vida, do que fui e sou, se formou junto comigo, e hoje se faz presente na minha vida através de almoços rápidos para falar de td um pouco e para me ajudar nas minhas "fugidas", e minha eterna gratidão a meus pais: pela vida, e meu amor mais sincero e fiel: à minha mãe, pelo carinho e apoio, simplesmente pelo amor gratuito,um cheiro para Salete a "grande madrinha", agradeço a minha irmã Thereza pelas risadas exageradas enquanto assisti "Friends", a meus irmãos que trouxeram mais anjinhos ao mundo, minhas sobrinhas lindas, um abraço apertado para Daya, que divide histórias cmg desde sempre, para Lucinda que está virando uma moça linda, para Mafê pelas loucuras filosóficas, e ao meu priminho mais poeta: Antonio Jr., pelo sotaque goiano, a todos tios, em especial a Tia Terezinha, pela humildade e paz que acrescenta aos nossos coraçãoes,(pausa para respirar), Pulos e pulos de alegria, dedico a Fer(Momo), pela nossa amizade que nasceu em 1994,16 anos, a Kelly, lembrança dos tempos do Santa Rosa, e por último, a minha cadela, nikita que traz fofura aos meus dias e mta vergonha qdo levo recebo visitas em casa, ao Vitor, que com seu jeito de levar a vida mostra que acasos existem para colorir nossos dias, e ao meu mais recente segredinho, obrigada pelos repentinos e rápidos pensamentos ao longo do dia, por último um Valeu: a você leitor!
Amanda Fontenelli Costa

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

For you I was a flame/ Love is a losing game

A filosofia se ocupou durante muito tempo em definir o que era o verdadeiro conhecimento: na idade média, considerava-se verdadeiro saber aquele que mais correspondesse com a realidade, com as realidades dadas pelos sentidos, depois de um tempo, concluiu-se que a verdade não era tão explicita, nem aparente, que nossa razão muitas vezes era limitada, e sempre tinha acesso a partes da verdade, nunca a sua totalidade.

Logo, nunca poderíamos falar em verdade de fato, no máximo, nos arriscaríamos a falar em termos de aproximação. John Locke completou dizendo que o único conhecimento que temos é adquirido pela experiência, já Kant defendia conhecimentos a priori, segundo ele, o ser humano já nascia com noções de conhecimento, a experiência apenas dava matéria, consistência a essas noções.

Todavia, Marx inaugura a base de toda teoria da contemporaneidade, é o primeiro a falar na capacidade intersubjetiva do homem: o conhecimento é fruto da dialética entre sujeito e objeto, antes mesmo de haver racionalidade, havia o homem interagindo com o meio.

Já o idealismo defende a poesia: “o conhecimento tem origem na idéia”, o ser é a idéia que se exteriorizou, tal qual volta para si mesmo a fim de reconhecer a própria existência, o ser seria a idéia de um criador posta em prática.

Seja como for, diante de qualquer ponto de vista, somos todos filósofos na vida, na medida em que questionamos, buscamos nossa felicidade, discernimento diante de cada situação, tentamos sair da matriz que coordena a realidade ao nosso redor, muitas vezes, fantasiosa e distorcida.

Da mesma forma, hoje me encontro no meio do caminho, na metade da estrada, numa encruzilhada, sem saber se sigo em frente ou se viro a direita/esquerda, sou constantemente: “uma tentativa, simples assim”, uma eterna busca, cada vez, mais insaciável: com as minhas escolhas, com os encontros e desencontros que a vida me proporciona, enxergando a limitação de tudo e de todos, tenho uma percepção quase desiludida diante do mundo: diante da concreticidade da vida: percepção que o sujeito tem do concreto, não sei quais são meus ideais, para quais vivo, o que desejo construir, até que ponto sou fiel às minhas expectativas e até onde vai minha defesa por elas , enfim.

Nos tempos modernos, vê-se uma sociedade egoísta, rodeada de medos: de intimidade, da sinceridade, em assumir-se com defeitos e fraquezas, e muitos seguem querendo complementos ao invés de reais relacionamentos, deseja-se uma vida glamorosa: sem perdas, sem dores, feita de acertos contínuos. A sociedade atual é uma produção em série de pessoas mimadas, cada qual trabalhando em cima de idéias, ilusões, nada é palpável, vivemos no mundo “metafísico”, nunca na realidade.

Todavia, essa não é a realidade que quero para mim, cansei de caminhar sob a égide da teoria, quero prática, quero sentimento, intensidade, sinceridade: Reciprocidade. Quero apostar, quero tentar de verdade. O tempo não é linear para mim, um dia pode ser uma eternidade, a eternidade um dia: “Só quero saber do que pode dar certo”, não existe meio termo para mim.
Segue a música do dia:

domingo, 1 de agosto de 2010

"A paz esteja convosco".

Há um bom tempo, eu me questionava sobre o meu papel no mundo, sobre qual seria a minha missão, qual o sentido da vida, o porquê de tantos sofrimentos, mas, principalmente: o que, afinal de contas, Deus quer com nossa passagem pela terra.

Conversando com a pessoa que sabe usar a ironia da melhor forma possível - a fim de me mostrar, ou melhor, escancarar, aquilo que não consigo enxergar, haja vista o meu envolvimento com minha percepção, pequena e limitada - meu psicólogo, que também é padre: falamos sobre como a ausência de respostas poderia ser frustrante, todavia, ele respondeu muitos dos meus questionamentos com uma passagem bíblica:

Pilatos perguntou a Jesus, sabendo de sua fama, considerando tudo que diziam a seu respeito, O que era a verdade? , Jesus, com sua imensa sabedoria, permaneceu em silêncio. “Que inteligência!”, frisou, durante a consulta, perguntar o “porquê” não fazia sentido, de nada adiantaria saber porque as coisas são como são. Que tipo de alívio poderia proporcionar uma resposta desse tipo? Nenhum, afinal, o que mais importa é a pergunta, o questionamento, pois, ele nos faz andar, manter constante a caminhada, permanecer olhando para frente, seguir adiante.

Sendo assim, a avidez que tenho por viver a vida da melhor forma, mais sensata e intensamente, jamais encontraria concretização, já que, enquanto eu tentasse racionalizar a vida em si, seus processos, suas fases, seus prazeres e dissabores, sonhos e frustrações, ou seja, encontrar sempre uma lógica, humana e falha, para aceitar aquilo que deve simplesmente ser vivido, jamais cumpriria meu papel, minha missão, pois enquanto ela não fizesse sentido, encontrasse uma explicação, a qual teria de ser “plausível” a meu ver, nenhuma atitude poderia tomar diante as exigências da vida.

Logo, usando figuras de linguagem, parábolas, que para mim sempre são um acesso mais fácil e eficaz para entender e ver certos aspectos, me lembrou sobre o nascimento de um rio, cascata ou cachoeira, (...): a partir uma rocha, de um solo, seco, o primeiro impulso de fonte surge, porém, ao surgir, ele não sabe o que será, ele apenas sabe que deve prosseguir. Caso, a água parasse para pensar o que ela deveria/poderia ser, se tornar, ela não continuaria, não seguiria em frente, em conseqüência, ela cairia numa poça qualquer, na qual ela teria “total” controle da situação em que se encontra, pois saberia os limites de seu próprio contexto.

Contudo, ali, ela não teria sentido, seria apena uma poça, se chegasse a ser uma, pois, muito provavelmente, esse impulso de fonte, de rio, etc, secaria, e as coisas permaneceriam iguais, como se nada de fato tivesse ocorrido.

Por sorte, a água quando nasce não pensa sobre o que ela será, ela simplesmente é, gota por gota, chegando a formar um rio, o qual pode servir para matar a sede, ser usado numa plantação, abrir caminhos por onde passa, e até mesmo chegar a desembocar no mar, e uma nascente só consegue alcançar tais resultados porque segue o fluxo da vida.

Do mesmo modo, eu precisava parar de gastar meu tempo com as perguntas erradas, com preocupações descabidas, com o amanhã: “Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo”. Necessito, pura e naturalmente, viver minha fé, ao invés de buscar raciocínios, utilizar o intelecto e buscar/usar como fonte a arte da argumentação como base para minha vida, apenas devo vivê-la, para então, experimentar um encontro verdadeiro com o Aquele que dá o verdadeiro sentido à nossa existência.

É um desafio, de fato, conseguir viver além do medo, além da dúvida, convenhamos, é ruim apostar e perder, contudo, que escolha temos? Ao eleger qualquer opção, abrimos mão de muitas outras, e que mal há em errar, perder? Afinal, “quem não arrisca, não petisca”.