
[http://www.youtube.com/watch?v=e2Ma4BvMUwU]
"Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial." Virginia Woolf

Hoje, dia 25 de JULHO, brindo: aos gays, aos pequenos poetas e aos aniversariantes.
Passando por várias celebrações e por vários mundos, venho comemorar a diversidade, as diferenças, o multicolorido, a poesia nos corações jovens e pequenos.
Homenageio hoje o mais novo aspirante a escritor: meu primo de 11 anos.
Segue o texto de sua autoria, criado recentemente para o primeiro post de seu blog, após ver um filme no Disney XD: Harriet, A espiã- Guerra dos blogs.
VOCÊ MESMO:
Vc acha que se conhece mais não se conhece,...Vc pode se enganar o tempo todo,....não adianta fugir,...vc não consegue,...se vc quer se conhecer mais pergunte aos seus pais, eles sabem mais de você do que vc mesmo,... acreditem tenho experiência,... aqui fala um menino de 11 anos chamado Antônio Fontenelle !! Até a próxima.


Experimentei (tive a benção/sorte/graça de vivenciar) uma semana santa diferente, repleta de pessoas ávidas por viver A Verdade, descobrir O Sentido das coisas, resolver cada empecilho presente em suas vidas, os quais as impediam de viver plenamente, problemas que para elas (ao sairmos de Brasília, na quarta-feira, rumo à São Paulo) era insolúvel, na volta (domingo) ou estava prestes a ser solucionado ou já fora resolvido, mas principalmente, desejavam viver em Cristo (ao menos durante aquela semana).
Dessa maneira, eu também passei os dias do “feriadão”, refletindo sobre cada detalhe que compõe a minha vida, sobre cada parte que compõe o mosaico do meu dia-dia, mas principalmente, pude enxergar o Caleidoscópio que sou, a importância de cada mínima parte do meu ser, cada característica que me torna essa criatura, esse ser tão “humano”, o qual, a partir de cada mínima composição, varia, se diferencia, se transforma, sofre metamorfose, sob cada ótica que vou assumindo ao girar o caleidoscópio.
Assim, parei de criar hierarquias em minha vida, colocar em ordem de importância cada parte que compõe meu ser, pois todas as partes são únicas, não podendo ser analisadas sob uma ótica valorativa, haja vista que todas devem ser postas no mesmo pedestal.
Logo, ao sermos (eu e você) seres tão complexos jamais poderíamos permitir (apesar de não só permitirmos, como defendermos e propagarmos) a redução do nosso ser à mera disputa, ao status, às nossas atividades diárias, ao egoísmo, ao que possuímos, ao que pensamos, à beleza e ao nosso intelecto (sim, porque a beleza passa, o tempo corre e “acidentes” acontecem, roubando toda “arte” e com intelecto não é diferente, surgem novos “gênios”, a idade chega, junto com as doenças, falta de memória, etc), às pessoas que fazem parte de nossas vidas, chega um momento em nossa trajetória pessoal, em que nos deparamos com o vazio, o vazio de nossas conquistas, o vazio do ser que nos tornamos, o vazio do mundo, e desejamos mais, desejamos mais que momentos de felicidades, de paz, desejamos a plenitude das coisas.
E o mais incrível que pude constatar durante esses dias: cada pessoa possui dons inatos tão belos, cada um possui uma história de vida que não poderia ter sido diferente, apesar dos erros e das dificuldades, pois caso contrário, impediria cada um de ser o que é, logo, geras as conseqüências que gera na vida alheia. Ou seja, o que torna a vida bela é o que fazemos com os presentes que ela nos oferece, a vida é possibilidade, é “infinitude”, assim, o que devemos questionar é a postura de vida, a Vida em Cristo ensina a aceitação e não a reação como o mundo propõe, a filosofia atual nos pede para reagirmos, sermos firmes com as pessoas e com as coisas, sermos enérgicos ao conquistarmos nossos objetivos, porém, Deus nos fala de outra esfera de atitudes (a qual para o mundo seria um modo de aceitar os fracassos, o modo como os perdedores escolhem para conseguir viver, aceitar todas suas perdas), repleta de renúncia.
Renunciar é abrir mão de nossas vontades, exercitando o ato de “sair de si mesmo”, ser flexível diante da vida, pois, todos nós, em algum momento, tivemos que nos dobrar diante das circunstâncias, mas, essa resignação não é só aceitar e pronto, é ver que não podemos ser mimados, acreditar que tudo podemos exigir e que temos o direito de sermos escutados sempre, termos amigos disponíveis a todo o momento, sucesso constantemente, é literalmente, reconhecer antes de si mesmo, o outro.
Dessa maneira, independente de sua religião ou crença pessoal, é sempre importante (e eu garanto, traz um “bem danado”) nos renovarmos, tirarmos do armário o que há de velho, tirar de nossas vidas o velho, modificarmos os nossos “velhos defeitos”, começarmos a dedicar tempo (um bom tempo, razoável tempo do nosso cotidiano) à vida espiritual, à reflexão, para sermos, não só diferentes a cada etapa da vida, mas melhores, pois deixamos os maus hábitos no passado, a fim de conquistarmos outros mais saudáveis.
“Era tarde da noite, porém, ainda era cedo. Nunca é tarde para mudar.”

[Música: getting over - david guetta]
[All the things I know right now,If I only knew back then,There's no gettin' over,There's just no getting over you.Wish I could spin my world into reverseJust to have you back again]


