Amanda Fontenelli

"Eis-me aqui, ora pela metade ou em descoberta, uma tentativa, simples assim.. "




segunda-feira, 1 de março de 2010

Carta ao Leitor


Querido (a) leitor (a),


Escrevo com a intenção de dividir, de lhe falar o que meu coração canta, para começar: passo por um turbilhão de descobrimentos, como uma criança que desvenda o jardim, tratando-o como uma floresta rica em diversidades, tratando cada ser como único, e comigo não tem sido diferente, cada sentimento experimentado nos últimos dias têm uma cor própria, um cheiro, um aroma doce e leve, às vezes, (tenho de ser sincera) são fortes e densos, como uma brisa quente, muito quente, de verão, daqueles bem ensolarados.


Sei que não pediu, mas te dou um conselho da mesma forma, viva meu caro!, abra mão daquilo que não te faz bem, daquilo que há de morto em você: um dia uma tia muito querida (gordinha e de um humor tranqüilo,pessoa maleável, tudo estava bom para ela, porém era de uma sensibilidade ímpar, pois tinha dificuldade em falar sobre seus sentimentos) me disse para jogar fora toda papelada que guardava nos armários (provas do jardim da infância, cadernos que nunca olhava, livros que poderia repassar a outros com uma ótima indicação,enfim entulhos que temos apego sem razão) pois, segundo ela, quando tiramos algo velho de nossas vidas abrimos espaço para coisas novas, óbvio, porém, além do espaço, trazemos boas energias e de algum modo (simbólico) digerimos o que está acumulado na mente e no coração.



Tal pensamento não é difícil de entender, temos exemplos de inúmeras filosofias que pregam sobre as energias, tanto do corpo, de cada pessoa, dos ambientes, e ela tinha razão (como tinha!), o que ela queria dizer é: Renove-se, querida.



Dessa forma segui com minha vida, renovando, mudei a decoração do meu quarto, mudei meus hábitos, meus projetos, tomei decisões importantes, na época e continuo decidindo, tanto no campo amoroso, profissional, espiritual, mudanças que não fariam diferença caso não mudasse o principal: a mim mesma (o homem que domina a si próprio vence o mundo), todavia, desde então tomei um caminho sem volta: como as obras da cantora Adriana Calcanhoto (me refiro às que mais me agradam) do álbum Público para Adriana Partimpim a mudança é drástica, do público adulto para o infantil (apesar de muitos adultos escutarem), que apesar de radical, sua mudança permanece com o teor inconfundível de sua personalidade em suas músicas, na simplicidade e na densidade das letras, enfim, a mudança que ela teve é similar à idéia que quero passar sobre minha vida e sobre os caminhos que tomei: quando decidimos mudar não deixamos de ser o que fomos, mas permanecemos (na essência, grande discussão filosófica, a essência permanece ou muda com o tempo?), pois o passado nos mostra o porquê de nossas escolhas, o presente a capacidade que temos de viver, e o futuro os sonhos, não preocupações. (Devemos parar de nos preocupar com o que há de vir, trabalhemos com o que foi dado.)



Hoje, analisando energias, desejos, filosofias e palavras divinas, percebo que todos nós queremos a mesma coisa: a felicidade, mas não A felicidade, desejamos a alegria cotidiana, a simplicidade, porém,( o que torna o alcance dessa felicidade tão difícil) apesar de sermos o que somos, livres, temos o enorme defeito: a necessidade de controle, da sensação de saber o que vai acontecer, de como reagir às novas circunstâncias, haja vista que nos torna mais seguros, porém, ilusão, ó engano, nesse ciclo de ter controle nos perdemos e abrimos mão do que há de mais belo no ser humano: o imprevisto, a incerteza, a expectativa..



O fato, companheiro (a), é que a vida é uma busca e estou extremamente apaixonada, admirada e surpresa com a “eterna caminhada”, pois a cada dia ela me mostra algo novo, me mostra um erro novo que cometo sem perceber, e como cheguei aqui? Por meio do acúmulo de acontecimentos aleatórios e propositados que constituem a vida, um dia, recente dia,assim, de repente, cansei, e me deparei com a verdade, a máscara caiu, percebi que aquilo que me machucava não era de total responsabilidade alheia, era minha também, pois não tomei nenhuma atitude para mudar o contexto que me “ofendia”, e ao contrário eu o considerei como “dado”, incrível não é?, às vezes, maioria das vezes, nos permitimos sofrer, o que é algo bom, não é totalmente ruim, (queremos fugir do trabalhoso, doloroso, cansativo -culpa do capitalismo ou da natureza humana?-),caso não tivesse vivido o que vivi, não teria a lição que carrego no peito hoje.



Acontecimento: cansei, a “ficha caiu” no meu coração, queria algo novo, da fonte que andava bebendo já havia retirado o que tinha de retirar, a fonte havia secado, para mim, é claro, outras pessoas conhecerão a mesma fonte(e sei que já conheceram) e matarão sua sede nela, até o dia que lhes convir, o que há de mais maravilhoso aconteceu: eu me renovei, saí do ciclo ao qual me prendia e mudei as ações, e os resultados mudaram!



Acordei e caminhei, dei um passo de cada vez, e minha nova rotina se estabeleceu, a cada novo dia penso “o que eu, verdadeiramente, desejo para esse dia?”, a resposta é doce: leveza, amor, música, literatura, conhecimento, projetos, amizades doces, amor sem compromisso (amor pautado na doação, não na reciprocidade), e tem sido gostoso, andei fugindo de mim mesma há anos, e no meio da correria louca de escapar de “mim mesma”, enorme cilada, esbarrei comigo mesma, não tive saída, tive de aceitar, e por incrível que pareça, estou adorando, não sou “tão medonha” como pensava, me descobri mais criança, mais “levada” e curiosa, mais preparada para fazer o que Me faz feliz, parei de agir em função dos outros, é aí que se encontra a chave da minha “carta ao leitor”, aja naturalmente, sejamos autênticos.



Terminei de ler o livro “A cabana”, um desses livros mais vendidos, gostei, e quebrei o meu preconceito de não querer ler “literatura de massa”, pois de fato, as vendas falam por si mesmas (na maioria das vezes, outras vezes nos enganam), o livro conta uma história dolorida, mas muito bela, sobre o encontro de um homem qualquer (comum) com Deus, e no decorrer da história narrada, ensinamentos sobre a atitude do Amor de Deus são discutidas, quebrando/ questionando nossos paradigmas e nosso “julgamento” acerca de Deus, desse modo, o livro conseguiu mudar o modo como desejo viver (não é nenhuma mudança espetacular nem sólida, mas despertou o desejo sincero).



Caríssimos, vamos fazer um pacto? Nos relacionemos com mais vivacidade, adicionemos qualidade e vida aos nossos dias e não quantidade, vamos fugir da corrente maçante da competição, das futilidades, daquilo que nos corrói, iniciemos uma nova postura diante dos acontecimentos, das pessoas, sonhemos juntos as docilidades da inocência (do considerado “infantil”), brindemos as besteiras e os improvisos, assumamos o papel de tolos que temos obrigação de atuar diariamente, haja vista que ser humano é ser errante, é ser desbravador, é ser o maior poeta, é sentir o que há para ser sentido.



Numa esquina qualquer de algum momento da minha vida, me aceitei e aqui vai um depoimento, nada mais, sei que não mudará a vida de ninguém nem tornará você, leitor, mais feliz, mas “a aceitação relâmpago” mudou minha vida, quando aceitei minhas limitações, minhas características, boas e ruins, tudo passou a ser diferente, aos poucos, mas diferentes.. Me olhei no espelho hoje e adivinhe só? Sou o que sou, de fato! Ufa.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Os melhores do mundo


“EU ME CONTENTAREI COM O MELHOR”, OSCAR WILDE.



A mentalidade do mundo nos remete a idéia de que devemos ser os melhores (sempre, os melhores do mundo), de modo que somos levados a pautar nosso autoconhecimento em nossas conquistas, as quais são quase “padronizadas”, gerais, pois o valor de cada uma delas é dado pelo status que confere ao individuo que a alcança, ou seja, logicamente, a maioria das pessoas desejará aquilo que proporciona maiores reconhecimentos.



O vestibular ilustra essa faceta muito bem, os cursos mais concorridos são os considerados mais “dignos”, pois possuem mercado de trabalho “bom”, cheio de empregos e oportunidades, salários altos e o reconhecimento da sociedade para o trabalho exercido (ou seja, considera-se que tais profissões contribuem mais para o desenvolvimento da sociedade).Tal maneira de enxergar as coisas é tão séria e concreta em nossas vidas que muitas vezes nos permitimos ser complacentes com ela.



Contudo, esse perfil ilusório da filosofia atual (mais uma vez o pensamento marxista: filosofia que surge pelo modelo econômico, que visa o lucro máximo e alienação total dos indivíduos, pelos valores sociais, período histórico e muitos outros fatores) leva a sociedade (em todos os setores) a distorcer os valores, descartando aqueles que de fato deveriam ser considerados.



Não é difícil encontrar exemplos, na própria política temos inúmeros casos de políticos que se perdem na “arte da política” (na qual negociação e alianças viram desvio de verbas e manipulação das instituições públicas), em Brasília, o mais recente escândalo (Arruda e Paulo Octávio) apresenta a deterioração, antes de mesmo do sistema político brasileiro, da figura humana, pois antes de serem políticos, os envolvidos no caso são homens que seguem a mentalidade do lucro máximo, do status e do poder político (paliativos usados para tampar o vazio existencial criado pela ausência do verdadeiro conhecimento sobre nós mesmos).
A dificuldade de descobrirmos nosso real valor se dá pela mentalidade capitalista que valoriza não o que de fato somos, mas aquilo que aparentamos ser, vivemos na era em que somente ter (dinheiro, beleza, “fama”, muitos “amigos”, vida agitada e “inteligência”) não nos torna “especiais”, o importante é aparentar ter, o que de fato interessa é o reconhecimento alheio (reconhecimento de todos os critérios citados como parte de nossa personalidade).
Em suma, eu sou o que o outro “pensa” que sou, não interessa minha própria opinião sobre mim mesma, é uma situação extremamente decadente, eu só existo se o outro reconhecer minha existência?



Bom, o que a política e o vestibular têm em comum: o homem ao se sentir inseguro de suas capacidades se apóia naquilo que lhe proporcione maior afirmação, maior certeza de suas qualidades, porém, pecamos em achar que é a conquista em si mesma que representa o “nosso melhor” (de modo que carregamos todas as nossas vitórias como provas de que somos “os melhores”), haja vista que na verdade a conquista é um lembrete, o qual nos recorda nossas superações, nossas vitórias pessoais contra nós mesmos.



Quando estudamos para passar numa prova, quando nos preparamos para qualquer desafio nos vencemos diariamente, pois deixamos a “lei do prazer” de lado, abrindo mão de uma série de “prazeres” (sair com os amigos, assistir a um programa de televisão ou uma convidativa tarde sem fazer nada) para estudarmos, para treinarmos, e nos vencermos, pois assim crescemos rumo ao objetivo proposto, muitas vezes não o alcançamos na primeira vez, outras nem sequer o alcançamos, mas que chegamos a um lugar melhor do que estávamos, de fato, chegamos, pois amadurecemos.



Em suma, Brasília vive um exemplo da imaturidade humana, pois ao ter acesso ao poder, ao status, muitos deixam se seduzir (“parece cocaína, mas, é só tristeza”), pois a sensação de satisfação e de completude apesar de ilusória é convincente, e em seguida, as conseqüências chegam.



A carta do governador José Arruda em seu pedido de afastamento: “Diante da gravidade dos fatos, peço licença do cargo de governador do Distrito Federal pelo tempo que perdurar esta medida coercitiva, para não transferir a Brasília e a sua população a agressão que fazem contra mim e ao cargo que legitimamente exerço, eleito que fui pelo voto popular”, além de em outros trechos se referir a seu processo como “recurso utilizado pela oposição para lhe tirarem do governo”, me chamou a atenção, pois mostra como a mentalidade do “mundo” é capaz de nos convencer de que deve ser valorizado “tudo que é passageiro”, em uma escala tão grande, de maneira a nos fazer não perceber nossos erros e ter a capacidade de nos achar no direito de fazer exigências, ou seja, Arruda, apesar do erro enorme que cometeu (ilegal ,crime), em sua carta, deixa claro que não se preocupa em nenhum momento em pedir desculpas como já fez uma vez (chorar e pedir perdão ao povo pela fraude do painel eletrônico, cujo objetivo era alterar a votação), mas se prende apenas ao “jogo político”, tratando todo o escândalo (“receber dinheiro para comprar panetones para dar aos pobres”) como “ossos do ofício” de um político.



Todavia, numa coisa ele tem razão, o povo tem sua “responsabilidade” (culpa não, como Hannah Arendt mesmo defende, culpados são aqueles que cometem o delito e responsáveis são aqueles que nada fazem para mudar a situação) haja vista que ao exercer o maior símbolo da democracia, o voto, escolheu Arruda como governador.



Diante disso tudo, descobri uma Amanda que participa muitas vezes da caminhada em prol do status, mas vi também uma Amanda que em outras tantas vezes é original e segue seu próprio caminho, na busca pelo autoconhecimento, com seus valores, e que de certo modo está respondendo uma pergunta que lhe fizeram: “onde está sua coragem?”, está aqui dentro, dentro de mim, dentro do meu peito, dentro da minha cabeça, no meu ser, pronta para ser chamada, pois “não há confiança sem coragem”, né?



Ou seja, é impossível não fazer parte da mentalidade atual, porém, podemos lutar da melhor forma possível contra sua influência em nossas vidas, “não seguir a corrente, simplesmente...”.


Logo, percebi que não quero ser A melhor das melhores, quero ser A melhor que posso ser, quero ser o meu melhor, a melhor AMANDA que consigo ser, e que os outros reconheçam a melhor que posso ser, não como a melhor (mais linda, mais inteligente, mais legal..) mas como a melhor Amanda que consigo e sou capaz de ser, todos os dias.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Moby - Extreme Ways





Alguns dias sem escrever (quase uma eternidade para mim, acho que até perdi a prática, aquela que ainda nem ganhei) e muita coisa para contar. Assim, hoje, gostaria de escrever um texto sincero, mais verdadeiro (como um daqueles textos “inspiração”, que escrevemos de uma só vez).


Os últimos dias foram intensos (como num filme cuja história do personagem principal muda drasticamente numa cena), viajei para Pirenópolis ("Cidade dos Pireneus", município histórico do estado de Goiás), e lá encontrei: cachoeiras, profundidade, meus medos, “salve geral”, amigos antigos, o céu mais estrelado, limpo e lindo dos últimos tempos, música de raíz (algo meio afro, estilo Olodum, muito tambor, batucada), viagem gostosa, bonita paisagem e muita intimidade.


Nesses dias, percebi que cada um tem sua história e é justamente na convivência que nos aproximamos de verdade das pessoas, para então sermos capazes de senti-las, de modo que mais do que tudo na vida devemos nos abrir para ela, por mais clichê que seja: “o caminho só existe quando você passa”.


De fato, o caminho a ser trilhado não existe no futuro nem no passado, mas no tempo, pois é no tempo real, no hoje, que a vida acontece, é nele que definimos a trilha, obstáculos estarão presentes (realizações e frustrações), porém, a fé é necessária, não me refiro à fé católica (a qual almejo tanto), mas àquela que é a esperança, a qual nos move, nos faz acreditar no amanhã, ela não é utópica, mas, é capaz de nos fazer sonhar novamente após a desilusão, nos faz desejar sempre a felicidade, por mais que a tristeza se faça presente, é a fé que não é ausente nem no suicida, exemplo maior de “desesperança” (seguindo a teoria de que o suicida se mata para se livrar do sofrimento, por não encontrar nenhuma saída palpável, ou seja, ele perdeu a esperança naquilo que é “prático” e crê na esperança mais sombria de todas, mas ainda crê).


Enfim, a reflexão acerca do caminho x construção da vida me veio nos últimos dias, pois como na análise simples, porém, de certa forma, profunda do filme “sim, senhor” (filme que reflete sobre as oportunidades que perdemos ao dizer não e as possibilidades que ganhamos ao dizer sim, ao irmos contra nossa resistência natural ao desconhecido), a minha postura diante da vida tem sido em direção ao exercício de arriscar, e a viagem representou essa aposta, pois sem saber como seria (chata ou muito divertida) a enfrentei.


Dessa maneira, tive uma das melhores experiências da minha vida, haja vista que ali, passando por cima dos imprevistos, dei o meu melhor, tentei deixar toda energia negativa nas cachoeiras, como todas que estavam comigo, pois cada uma tinha um “problema” em Brasília que gostaria que não existisse (como era impossível, tentamos esquecê-lo ao menos por alguns dias), e assim o foi.


Em “piri” vimos vários exemplos de simplicidade entre seus cidadãos, exemplos de quem tenta ganhar a vida, criando oportunidades (vendedores de pulseiras, bugigangas, porteiros), nos mostrando quão alienados somos ao desejarmos status que não nos farão mais felizes, todavia, a situação que mais me chamou atenção foi aquela que me “colocou na parede”, via alguns pulando a cachoeira (correndo o risco – por mínimo que seja- de baterem em alguma pedra, mesmo sendo conhecedores do local) e me admirava muito essa coragem, de se jogar, correr os riscos, pagar para ver, postura que devemos assumir na vida (conhecer o “terreno”, o contexto no qual nos encontramos e apostar, nos jogar), e me impressionei pois não teria coragem de pular, ficaria travada, com medo, e essa postura se reflete em muitas outras áreas da minha vida, porém, o medo nunca me levou a lugar nenhum, já levou você? (só se for ao lugar comum da “estabilidade”, na zona de conforto, na qual se faz presente a “cautela”, para não dizer covardia).


Em suma, a conclusão que tirei: a vida é cheia de possibilidades, nós temos a dádiva mais bela (o poder nos apegarmos aos outros, nos apaixonarmos pela vida, pelos amigos, pelas pessoas) a qual nos permite desejar, porém, nessa vontade de termos o que nos faz felizes não deixamos as coisas irem e virem, ficamos presos a um desejo, e quando algo sai diferente do “script que criamos, que envolvemos de expectativa” não aceitamos os fatos, porém é com a esperança, com a sanidade, com a simplicidade e com o amor que conseguimos deixar de agir como “possuidores das coisas”, percebendo que ninguém é de ninguém, como a meditação zazen (não conheço muita coisa sobre meditação, porém, essa informação obtive com um de seus praticantes iniciantes, o qual foi capaz de me mostrar a beleza da concentração) que tenta ensinar a seus praticantes a delicadeza de não se prender em nenhum pensamento, em controlar a respiração e se concentrar no hoje, no momento meditativo, na respiração que representa a vida, o poder de decisão, mostrando que nada nos pertence, nem mesmo os pensamentos, que representam nosso desejo de controle.


Muitas vezes, temos de escolher não pelo que queremos, mas pelo alternativo, pela segunda opção, ou até mesmo por aquilo que é nosso melhor (nem sempre o que desejamos é o melhor), pelo mais difícil, “meu querer, meu dever, meu devir”, e assim como na meditação zazen somos obrigados a deixar ir, aquilo que não é nosso.


Faz parte de nossa luta diária, o exercício do auto-controle, de trazer leveza a nossa vida: é muito grande o poder da existência, não podemos desperdiçá-lo.