Hoje, dia 25 de JULHO, brindo: aos gays, aos pequenos poetas e aos aniversariantes.
Passando por várias celebrações e por vários mundos, venho comemorar a diversidade, as diferenças, o multicolorido, a poesia nos corações jovens e pequenos.
Homenageio hoje o mais novo aspirante a escritor: meu primo de 11 anos.
Segue o texto de sua autoria, criado recentemente para o primeiro post de seu blog, após ver um filme no Disney XD: Harriet, A espiã- Guerra dos blogs.
VOCÊ MESMO:
Vc acha que se conhece mais não se conhece,...Vc pode se enganar o tempo todo,....não adianta fugir,...vc não consegue,...se vc quer se conhecer mais pergunte aos seus pais, eles sabem mais de você do que vc mesmo,... acreditem tenho experiência,... aqui fala um menino de 11 anos chamado Antônio Fontenelle !! Até a próxima.
sábado, 24 de julho de 2010
25 de julho.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
"A moça do bombom chegou".
“vida louca, vida.. vida breve, já que eu não posso te levar, quero que você me leve..” Cazuza
Para mim, um dos trechos de música mais bonitos, quando o ouço sempre me vem a sensação de que a vida é muito leve, rápida, possuída de esperança, felicidade, o que consequentemente me faz sentir uma vontade de viver, viver e viver...
É o mesmo sentimento que chega ao meu coração, mudando qualquer que seja o estado de espírito que me encontro no momento em que escuto o trecho da música do Lulu Santos: “eu quero crer no amor numa boa, que isso valha para qualquer pessoa.. hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir, não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há para viver, vamos nos permitir..” .
Permitir, é o que, de fato, precisamos, ou melhor, devemos: obter a permissão, de nós mesmos, pois a vida já nos concedeu naturalmente e livremente, de viver nossos sonhos, e antes de tudo, de sonhar, querer, desejar, realizar, ter a garra: para ir atrás do que nos torna felizes e completos.
A sociedade atual é marcada pela padronização, somos, o tempo todo, emoldurados num único perfil, considerado o mais sensato, todavia, como disse meu prof. de ética (Rudhra, o nome mais esquisito que já ouvi): “os conceitos são em si arbitrários, quem criou as definições? A classe burguesa, as elites dotadas de conhecimento, ora os filósofos gregos, ora a Igreja?”. Logo, quem definiu sensatez?
Hoje, opto pela insensatez (a minha, somente minha, única.), pela tentativa louca de encontrar um equilíbrio entre as responsabilidades que desejei para minha vida e as loucuras que anseio, as quais me deixam viva, com um coração vivo, como em Comer, Rezar e Amar: quero usufruir dos prazeres da terra, do mundo, e viver a espiritualidade, encontrar o Deus que há em mim, nas pessoas e ao meu redor, como farei isso ainda não sei, a cada dia formulo uma estratégia.
O objetivo-alvo de cada dia é simples: realizar (-me).
Há quanto tempo sobrevivi enquadrada, emparedada nas regras de uma sociedade, que me arrancava a fé no dia de hoje e no de amanhã, com sede, e sem saber o que me saciaria, sentia falta da esperança, da confiança no fato de eu poder, a qualquer dia, qualquer hora, quando eu quiser, sem mais nem menos, decidir minha vida, decidir qual roupa usar, que sentimento carregar no coração, qual pensamento ter na mente, em quais ideais acreditar, por quais razões viver, a maneira de agir diante as circunstancias que me são dadas ao longo do meu cotidiano.
Hoje, portanto, desejo o descontrole (não total, porém, já consigo aceitar o quase-total, uma espécie de parcial-largo), a vida jamais me concederá controle algum sobre as coisas que acontecem ao meu redor, a vida em si mesma é uma dádiva, e ela em alguns momentos me traz muitos presentes, em outros exige de mim que lhe dê algo: esforço, determinação, esquecimento, amadurecimento, enfim, a cada dia uma exigência nova, assim como: um novo presente, um novo começo.
Tendo em vista tudo que fora dito, atualmente, rezo pela esperança, fé, alegria de viver a cada recomeço, ou seja, a cada novo dia, mas é claro que antes do amém: peço um pouco de sorte, no jogo (da vida) e no amor.
[ http://www.youtube.com/watch?v=f3Yp_gdAHHE]
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Blue.
Tem alguém aí? (silêncio)
Tem alguém aqui, alguém. (já parou para pensar no espaço que a palavra alguém ocupa, alguém... eu sou alguém, e adoro ser esse alguém, esse alguém que alguns conhecem com mais intimidade, outros tiveram apenas uma imagem, um reflexo distorcido do que seria eu, esse alguém, outros tiveram mais do que a intimidade, foram além, alcançaram a minha simplicidade, tiveram meu sorriso, outros, tiveram outras faces de mim, verdadeiras ou não, outros, tiveram uma companhia, uma amiga ou até mesmo o meu desconhecido, talvez, outros foram simplesmente indiferente a mim, a meu alguém...) O fato é: sou eu quem (lhe) escreve: Eu decidi, (já não há mais talvez), eu quero fazer as pazes com a vida.
Tem alguém aqui, alguém. (já parou para pensar no espaço que a palavra alguém ocupa, alguém... eu sou alguém, e adoro ser esse alguém, esse alguém que alguns conhecem com mais intimidade, outros tiveram apenas uma imagem, um reflexo distorcido do que seria eu, esse alguém, outros tiveram mais do que a intimidade, foram além, alcançaram a minha simplicidade, tiveram meu sorriso, outros, tiveram outras faces de mim, verdadeiras ou não, outros, tiveram uma companhia, uma amiga ou até mesmo o meu desconhecido, talvez, outros foram simplesmente indiferente a mim, a meu alguém...) O fato é: sou eu quem (lhe) escreve: Eu decidi, (já não há mais talvez), eu quero fazer as pazes com a vida.
Percebi que muitas coisas mudam, situações ruins melhoram, coisas boas passam, deixando saudade, ou seja, que a maioria das coisas (não todas) é provisória, assim sendo, uma das poucas coisas que são definitivas: sou obrigada a conviver (eternamente, independente das circunstâncias - a vida é uma roda gigante, em um uma volta estamos em cima, em outra embaixo, com medo, ou divertindo-se, admirando ou rodando feito loucos, até cair..) comigo mesma, sendo essa condição uma das únicas condições (a outra falarei mais adiante) que o fato de existir me impõe, irei aceitá-la com um sorriso no rosto e outro maior ainda no coração.
Tal constatação me veio nos últimos tempos para trabalhar em mim a aceitação, a humildade, a gratuidade, entre outras virtudes, para comigo mesmo. Sou o que sou, isso é fato, durante seis meses, estudei Direito Civil – pessoas e bens, analisando os direitos da personalidade, com o prof. repetindo seguidamente: “o estado pessoal é indivisível, não há no mundo duas pessoas com o mesmo estado pessoal.”, para perceber, só agora, a obviedade das obviedades: eu sou um ser único no mundo e mereço respeito, carinho e alegria, porém, antes do reconhecimento de qualquer pessoa, é necessário, o meu parecer, o meu reconhecimento, o meu Amor por mim mesma.
Vivemos no relativo, na era do caleidoscópio, em que tudo é feito de mil dimensões, a cada vertente, um ponto de vista diferente, presenciamos o tempo em que a ética é posta em prática de acordo com vários referenciais (“ética, cada um tem a sua”), caminhamos num mundo cuja filosofia é buscar o que não se tem: a felicidade.
O homem tem como característica inerente e fundamental: a insegurança, pois a vida é a instabilidade em si mesma.
Nos primórdios, lutávamos pelo alimento, pela sobrevivência, logo, a força motriz de nossas vidas era (e é) a morte, não a vida.
Sendo, ironicamente, a morte a única certeza que possuímos, lutamos avidamente, para perpetuar a vida, o que é impossível, desse processo, surge a insegurança.
Como paliativo, o ser humano, não conseguindo extinguir seu pesadelo mais cruel, a morte, faz de tudo para se iludir, garantindo a si mesmo “passatempos”, capazes de lhe distrair, dando-lhe a falsa sensação de eternidade: bom emprego, bom salário, bom relacionamento amoroso, boa saúde, boa forma física, beleza, sexo, diversão, enfim, entretenimento.
Em suma, atualmente, o homem tem certeza de sua infelicidade, por isso ele busca a felicidade, aceitou-se como factual que o homem apenas tem acesso à alegria, felicidade não, esta é inatingível, grande combustível do capitalismo.
O capitalismo, para manter-se firme e forte, nos garante que precisamos mais e mais, conquistar, (comprar, comprar e comprar mais ainda) seus produtos para alcançarmos A felicidade.
Contudo, nesse lapso de cegueira coletiva, esquecemos que já temos a felicidade, que já somos felizes, pois de fato, a alegria que buscamos incessantemente, já está dentro de nós mesmos, e para acessá-la só precisamos: aceitá-la como verdadeira, nos aceitar como possuidores de todo potencial, aceitando a possibilidade de que podemos ser sempre melhores, que cada nova manhã é um presente, o qual deve ser aproveitado e gastado ao máximo, pois não é possível devolução.
Por isso, aproveite.
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