Brasília é uma cidade curiosa, a começar pela sua criação, repleta de planejamento, idealismo, política e arte. Considerada um patrimônio cultural, possui importância única no Brasil, tanto por seu significado enquanto capital, quanto ao estilo de vida que os brasilienses levam (famosa ilha da ilusão, a vida que alguns levam é surreal perante a realidade do Nordeste, por exemplo).
Conversando com algumas pessoas nesses últimos dias sobre Brasília, sobre o que a tornava tão única, concluímos que são intermináveis suas características/qualidades: o famoso “debaixo do bloco”, a época das cigarras, o período da seca (para alguns o pesadelos dos lábios rachados), o lago e suas “quebradinhas”, o céu mais bonitos para admirar, os programas alternativos e gratuitos sobre cultura/diversão/arte, a esplanada e suas manifestações, a praça dos três poderes (para muitos, local no qual habitam inúmeras recordações), parque da cidade, as crises políticas, os churrascos sem carne, mas com certeza com open bar, a brisa gostosa durante a maior parte do ano, enfim, a lista foi aumentando, (se estendendo ao cerrado: cachoeiras, olhos d’água...), porém a principal e mais marcante característica da capital, unanime entre todos: Brasília é um ovo, de codorna.
De fato, na quarta-feira, pré-feriado, constatei, eu mesma, em meio a “Brasília inteira”, (inúmeras pessoas num só lugar), que: quando os brasilienses saem a procura de diversão eles vão para o mesmo lugar, no caso, o happy hour do CAFAU.
A partir de então, me senti numa cidade interiorana moderna, pessoas que não via há muito tempo estavam ali, pessoas que convivo diariamente (e que não me canso nunca de ver, tá?) também, ou seja, praticamente, todos os círculos de amizades de todo mundo estavam lá.
Jamais presenciei nos jardins da UnB, no teatro de Arena, tanta gente unida, o som não era o maior atrativo, até porque oscilava: alguns carros apareciam, colocavam alguma música legal, daí parava, depois mais um insistia em colocar um funk, o mesmo ciclo de festas improvisadas, mas as pessoas não ligavam, elas queriam se divertir (afinal de contas, a bebida estava barata né?).
Tal clima contagia, e quando percebemos, sabíamos muito sobre a vida de cada um, nós ali sentados na mureta ao redor de um balanço, em frente ao CAFAU, conversamos, improvisamos, conhecemos novas pessoas. O melhor, grupos diferentes se fundem numa noite, ao ponto de desconhecidos entre si, saírem juntos, como se já se conhecem há tempos.
A noite terminou: comigo dirigindo sozinha na madrugada, o céu estava muito bonito, nublado, a torre de TV tinha pelo menos 1/3 de seu tamanho encoberto pelo cinza, todavia, embaixo dessa nuvem acinzentada, se encontrava uma cor levemente vermelha, e embaixo, claro, o céu, escuro da noite, da madrugada. A coisa mais linda que vi nos últimos dias, era poesia pura, Deus me falando: “Querida, você está viva!”.

só posso dizer uma coisa:
ResponderExcluirfoi uma honra participar disso! ^^
:*
vixe, lembro vagamente! EHIUHE eu tava com a concentração de álcool meio alta no sangue.. sabe como é, ne? ehiuhe mas gostei daqui, escreves bem pacas ! =) não due tempo de ler muita coisa, mas tou gostando e vou continuar! hehhe
ResponderExcluire puts, a unb tava bombando esse dia! muchas, muchas pessoas